Até que enfim saí de casa!! =]
A única coisa de legal que eu fiz nos últimos tempos foi ter ido ontem ao casamento de um primo. A vida é assim... Uns casam, outros continuam encalhados... E a vida segue!
Caramba! Eu me diverti como há tempos não acontecia. Infelizmente me diverti com a desgraça alheia, mas... Como eu ri!
Chegamos à igreja. Todos super nervosos pra saber aonde a noiva se encontrava. Aff! Até parece que ninguém sabe que ela tem de ser a última a chegar!
Chegaram pais, tios, padrinhos de casamento... E foram todos entrando.
Dei por falta da minha mãe e voltei à entrada da igreja. Encontrei a minha tia:
- Tia! Por onde anda a minha mãe, você sabe?
- Sei sim, Dal. Ela foi até a casa da noiva pegar o buquê.
- Mas... O buquê não deveria estar com a noiva? Como assim... Ela esqueceu?
- Não só esqueceu como está ali na frente, aos prantos. Tua mãe e o motorista foram lá na casa dela buscar.
Menos mal. Resolvi ficar perto da noiva para ver se eu conseguia fazer com que ela ficasse mais calma. Mas pelo visto noiva nenhuma fica calma até a hora de entrar na igreja, dizer e ouvir o “sim aceito”, ir para a lua-de-mel e namorar bastante. Aliás, está todo mundo sacaneando a noiva há dias por causa disso. Volta e meia eu via a minha mãe dizer a ela, já no salão:
- É hoje, é hoje, é hoje...
E a menina, coitada, ficava toda envergonhada.
Voltando ao que eu dizia, eu estava lá com a noiva. Ela me perguntava pela minha mãe a cada cinco segundos. E na minha cabeça só vinha pensamentos do tipo “Argh! Por que ela faz tanta questão de um buquê?”, “Entra logo nessa igreja, ow monga! O noivo está lá te esperando, doidinho para isso tudo acabar logo!”. Mas eu pensei... Apenas pensei, óbvio!
Enquanto minha mente pensava essas coisas, eu dizia a ela:
- Calma menina! Daqui a pouco a minha mãe aparece aí!
- Ai, Dal... Por que ela não chega logo? – E as lágrimas descendo...
- Calminha, calminha... Chorar e borrar a maquiagem? De forma alguma! Pode começar a rir, pular, gritar... Faça o que quiser! Mas baixo-astral? De maneira alguma.
- É, né! Você tem razão...
Minha mãe chegou uns cinco minutos depois de eu dizer isso a ela. Mas enquanto todos pensavam que tinha acabado o drama, a noiva me diz:
- Dal me faz um favor?
- Faço, claro!
- A Juju vai entrar comigo e, depois, com as alianças.
- Aham...
- Pega as alianças com teu primo lá dentro pra mim?
- Calma que isso será resolvido já já. Esqueça as alianças por enquanto. O fotógrafo está chegando para tirar as fotos...
- Aham... Mas não esquece, hein!?
Pronto... Começou o desespero! A monga da moça que estava organizando essas coisas de entrada e tals estava com as alianças o tempo inteiro e só me avisou isso quando a noiva já estava entrando! Mongaaaaaaa!! Ainda paguei mó micão depois por causa dela (Chamei a mulher de monga durante uma conversa com a minha prima, minha mãe e o marido da minha prima. Sei que ele me disse: “Fala assim dela não, Dal! Ela é minha prima!” Eu só pude responder que ela era monga mesmo e que não podia fazer nada se ela era ou não prima dele... Até agora não sei se a mulher é ou não prima dele... rs).
Acabados os estresses de antes da cerimônia (Muito bonita, por sinal. O pastor falou umas coisas muito animadoras para quem não é casado... Mas também discordei de algumas coisas, o que me deixou um tantinho triste. Bem... Melhor nem comentar sobre isso agora.).
Depois da confusão de quem vai de carona com quem, chegamos ao salão.
Casamento durante o dia, eu de vestidinho fininho, morrendo de frio, sem casaco algum... Argh! No próximo levarei casaco de pele!
Lá pelas 13h da tarde estava todo mundo azul de fome. Merda de buffet! Isso é, se eles são mesmo parte de algum. Os garçons eram criancinhas de uns 16 anos, a moça que estava responsável por aqueles meninos era uma pata, uma lerda, ninguém se metia para dizer que as pessoas estavam com fome... E o tempo foi passando. 14h e nada... 14:30h o marido da minha prima, o mesmo que é primo da monga, notou que a gente estava morrendo de fome e resolveu dar uma de garçom, seguido, na hora da sobremesa, por um monte de gente da família.
Pessoas foram embora com fome, alegando que era melhor ir almoçar em casa do que ficar numa festa de casamento na qual ninguém faz nada para mudar o que estava acontecendo...
Foi aí que a mãe do noivo foi se meter. Ela é meio estressada e ficou revoltadíssima... Foi o maior show, digno de uma atriz de sucesso! Mas nem era teatro, nem televisão nem nada... Era verdade, era a mãe do noivo, a minha tia... E o stress rolando ali na minha frente:
- É isso que dá a gente deixar a família da noiva organizar tudo! – Ela estava falando para quem quisesse ouvir... E para quem não quisesse também. A festa inteira parou para prestar atenção.
- A gente organiza o casamento de um filho para no final acontecer isso!?
E eu era só gargalhada... Discretamente, lógico! Mas... Como eu ri!
- Na última festa que a MINHA – Ela bateu no peito, enfática. – família organizou algum evento, vocês se empanturraram e foram embora. E agora as pessoas da minha família foram embora por que não tem comida?! Pelamordedeus, né!
- Na verdade tem comida sim, senhora... E nós providenciaremos logo. – A pata se meteu.
O resto da festa estava sem ação, inclusive os pais da noiva que, pelo visto, não sabiam do que estava acontecendo. Os que estavam conversando, pararam. A pessoa que estava tomando conta do som desligou-o logo. E assim só podia ouvir o que as duas discutiam.
- Providenciarão logo é o escambau. Os convidados da festa estão se mobilizando para fazer o SEU trabalho, querida.
- Mas senhora...
- Não tem nem mas e nem meio mas. Aprenda com eles a fazer o teu trabalho!
A mulher deu uma de fresquinha e começou a chorar... Alguns tiveram pena, outros a apoiaram, e ela só chorava.
Para falar a verdade eu dou razão à minha tia, que disse que se uma família pena tanto para organizar o casamento de um filho, tinha que pelo menos ser bem organizado né! A mulher não estava nem aí para o que estava acontecendo na festa. Acho que a sorte dela foi que os noivos não estavam lá ainda. Tinham ido tirar fotos não-sei-aonde. E a festa estava rolando no salão.
A irmã dele foi outra que reclamou com a mulher... Minha prima é doida, doida!
- Eu sou a irmã do noivo. Nívea, muito prazer. Na verdade não é prazer nenhum conhecer você e seu trabalho estúpido. Você por acaso chama isso de buffet? Porque eu chamo de “um mero grupinho de incompetentes que deixam seus filhos trabalharem enquanto comem adoidados na cozinha”. Pensa que eu não sei! Não... Não vi nada. Mas é bem provável que tenha acontecido.
- ... – A menina calou-se, definitivamente.
E foi um festival de insultos à mulher, que não agüentou e jogou a jarra de coca-cola em cima da minha prima, que estava de vestido branco. Imagina só o barraco! Como a moça começou e nenhuma das duas é de levar desaforo para casa, as coisas começaram a voar.
Voaram cadeiras, vasinhos de violetas, lembrancinhas...
Quando o bolo ia voar, os noivos chegaram. Minha prima e minha tia carregavam o bolo juntas, se preparando para jogar na cara da pata. Para a sorte dela e para minha tristeza (Porque eu teria – e como teria! - do que rir!), elas desistiram assim que avistaram meu primo na porta do salão.
- O que está acontecendo aqui? Será que a gente pode saber? Por que a minha irmã está com o vestido preto e a minha mãe, descabelada? Por que esta senhora não está cozinhando, como devia estar fazendo?
Contaram tudo o que havia acontecido. Ele não só reclamou com a moça, como com a mãe e a irmã. Agora o casamento dele ficaria conhecido como “o evento do ano”, no qual o barraco rolou.
A festa acabou ali, né! Mas o pai da noiva havia combinado que teria um churrasquinho na casa dele, para os “mais chegados”. Depois de ter acabado a festa, da comida ter sido servida e tals, as pessoas foram embora. Primeiro um, depois outro... Todo mundo muito sem graça pelo que havia acontecido.
A essa hora todos devem estar comentando sobre o que aconteceu no casamento. Coitados dos noivos! Ainda bem que quando eles voltarem da lua-de-mel isso já estará esquecido... Ou esquecido apenas aos olhos deles.
Bem... Eu vim para casa. Tinha acordado muito cedo ontem e sempre durmo depois das duas. Meus pais foram ao tal churrasco e gostaram! Disseram que riram todas dos pais dos noivos reclamando do “buffet de merda” que os pais da noiva tinham arranjado.
Por hoje é só, mas bem que eu queria ter uma coisinha mais interessante pra contar!

1 Comments:
Devia ter ido beber com a gente. Não quis ir...
Viu? Viu?
=P
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